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Discurso do Presidente da Câmara - Dia da Cidade – 31 agosto de 2018

Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia Municipal

Ex.mas Senhoras e Senhores Vereadores

Ex.mas Senhoras Senhores Deputados Municipais

Ex.mas Senhoras e Senhores Presidentes de Junta e União de Freguesias

Reverendíssimos Missionários e Missionárias

Ex.mo Senhor Vice Postulador da Causa da Canonização de D. António Barroso, Dr. Amadeu Araújo

Ex.mo Senhor Pe. Dr. Manuel Vilas Boas

Caras e caros convidados

Caras e caros cidadãos

Senhoras e senhores jornalistas

 

Barcelos comemora hoje 90 anos de elevação a cidade, voltando a homenagear os barcelenses que se empenharam na afirmação da cidade, ou que se distinguiram, pela sua vida e obra, muito para além das fronteiras do concelho, dignificando a terra onde nasceram e enchendo de orgulho o povo a que pertencem.

 

A elevação a cidade, cujo decreto foi publicado em 31 de agosto de 1928, foi uma vitória de Barcelos e dos barcelenses que viram, desta forma, reconhecida a importância política, económica e social da sua cidade e do seu concelho no contexto regional e nacional. Entre o grupo de homens que protagonizaram essa vitória estava o então Presidente da Câmara Municipal, Francisco Caravana, militar barcelense que combateu na Grande Guerra, e que viria a desenvolver um conjunto de obras estruturantes na cidade e no concelho, como a preparação do processo de instalação da estátua a D. António Barroso.

 

Estes momentos comemorativos têm, para nós, um significado muito profundo porquanto aproximam a nossa ação política aos grandes exemplos de serviço ao bem comum e inspiram-nos na tarefa inacabada e gratificante que desenvolvemos em prol dos cidadãos.

 

Este ano, as comemorações do Dia da Cidade são dedicadas a um barcelense ilustre, natural da freguesia de Remelhe, sacerdote, missionário e Bispo do Porto: D. António Barroso, falecido no dia 31 de agosto de 1918.

 

A cidade e o concelho de Barcelos elevaram a sua figura com a construção de um monumento em sua memória, que honra a sua vida e a sua ação, onde hoje voltámos para assinalar o centenário da sua morte e nos vergarmos perante “um homem à procura da perfeição evangélica, no concreto da vida quotidiana e no exercício do ministério à luz do magistério eclesial”, como escreveu o Papa Francisco no “Decreto Sobre as Virtudes” de D. António Barroso, publicado em 16 de junho de 2017 e que marca um passo importante no processo da sua canonização.

 

No mesmo Decreto, o Sumo Pontífice destaca a “paixão missionária” de D. António Barroso, expressão de uma alma inquieta com as necessidades dos povos, de uma profunda convicção nos valores da justiça e de uma inquebrantável fidelidade à sua fé.

 

Exerceu uma intensa atividade pastoral em Angola e Moçambique, entre os anos de 1881 e 1897, mas também na Índia portuguesa, onde esteve até 1899, ano em que foi nomeado bispo do Porto, cidade que se rendeu ao seu magistério.

 

Afirmou D. António Francisco dos Santos, ex-bispo do Porto, que D. António Barroso é “recordado como um místico com os olhos abertos para a realidade”, pois “sempre soube conjugar a bondade e a coragem, a simplicidade da vida e a ousadia missionária”.

 

Caras e caros barcelenses

Minhas senhoras e meus senhores

 

O Município de Barcelos orgulha-se deste ilustre cidadão e partilha com os barcelenses e, em particular, com todos os que trabalham na causa da canonização de D. António Barroso, o desejo do reconhecimento da sua ação e do exemplo de determinação e convicção que caraterizaram a sua vida.

 

Quisemos, nestas comemorações, homenagear esta figura importante da sociedade e da Igreja portuguesa, cujos traços de caráter muito nos ensinam. Esse espírito forte e determinado, ao mesmo tempo doce e solidário com que mais necessita é uma inspiração para todos os que transformam a sua vida numa missão permanente de serviço dos Homens.

 

Nesse sentido, homenageamos o espírito missionário de D. António Barroso atribuindo aos missionários barcelenses e às ordens de Barcelos uma lembrança evocativa do centenário da morte de D. António Barroso, sinal do nosso respeito e consideração.

 

Agradeço, em meu nome pessoal e em nome do Município de Barcelos, a todos quantos estão envolvidos na causa da canonização de D. António Barroso o trabalho que têm vindo a desenvolver, pois o seu esforço será determinante para a afirmação deste Venerável da Igreja.

 

Agradeço, também, ao Padre Manuel Vilas Boas, ao Vice Postulador Dr. Amadeu Araújo, às associações ligadas à causa da canonização, à Paróquia de Remelhe, às freguesias de Barcelos e de Remelhe e a todos quantos se empenharam nesta homenagem a D. António Barroso.

 

E termino, citando novamente o Papa Francisco no Decreto de 16 de junho de 2017: “As entusiásticas palavras do salmista de Israel ecoam na vida e na espiritualidade do Servo de Deus António José de Sousa Barroso: no tempo da saúde e no tempo da doença, na hora da calma e na hora da prova, o seu percurso concretizou-se num louvor constante ao Senhor e num generoso serviço aos irmãos mais pobres”.

 

Muito obrigado.